sábado, 11 de agosto de 2007



Fábula moderna. Conto de fadas para gente grande. Dias desses assisti esse filme aí. Chorei só para variar, mas no final restou uma sensação boa até.
Fantasia e a realidade cruel em um universo todo particular. Personagens incríveis, como o Fauno, é claro, e um ser devorador de criancinhas gulosas que tem os olhos nas mãos. Sem esquecer de mencionar a cenografia, as cores, o visual. Sensacional. Meio surrealista até. No labirinto a menina conhece o Fauno, que conta que ela é a princesa perdida do reino subterrâneo e que precisa realizar três tarefas para retornar para seu reino.
A menina Ofélia vive em seu mundo particular de livros e histórias de fadas e acredita em sonhos e em fantasias. Aliás, penso, o que seria de nós se não acreditássemos? Filmes, músicas, livros, trabalhos, invenções, relacionamentos não nasceriam. De certa forma ensina que talvez a melhor maneira de escapar da realidade seja criando um mundo de fantasia. Escapismo? Sim. Mas imagino então princesa de um mundo encantado. Nesse meu mundo não entrariam tanta dor, sofrimento, coisas sujas, sentimentos ruins. Queria que não tivesse guerra, fome, corrupção, desigualdade, preconceito, miséria e armas de fogo também. Lá teria que valer aquela máxima: Tudo que fizer, de bom ou ruim, lhe retornará. As pessoas boas colheriam coisas boas. As que traíram, que foram falsas ou que roubassem alguém, seja amigo ou namorado(a), receberiam o mesmo de volta; e quem nunca fez isso, também não receberia isso. Que os sorrisos e a educação fosse mais freqüente. Enfim, que o bem sempre vencesse, como em quase todas as estórias. Sim, estórias. Acho que fui meio longe demais na interpretação, mas está valendo.

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